11 de setembro de 2007 - Por Ticiana Werneck
66 milhões de adultos americanos, ou 29% da população, dão conselhos, regularmente, sobre compra de produtos ou serviços. Desses, 26,8 milhões usam a internet - cerca de 17,5% do total de usuários. Os números são do site de pesquisa eMarketer.
O termo boca-a-boca, embora explicite opiniões sendo repassadas de um para outro, poderia bem um dia vir a ser substituído por algo como olho-a-olho, ou de teclado-para-teclado. Os benefícios - e também os malefícios - do boca-a-boca, quando no meio virtual atingem uma rapidez incrível.
Mas o segredo do formato tradicional se perpetua: nada como um bom produto ou uma boa história para se propagar aos quatro ventos. Quando o empresário Richard Branson, dono da Virgin, quis anunciar a entrada de sua empresa na telefonia celular ele divulgou à mídia que pularia, segurado por um guindaste, seminu, de um prédio de 20 andares do Times Square, NY, segurando um mock up de um celular. No dia e hora marcados, Branson pulou e sua foto circulou o mundo todo. Excentrismo à parte, é uma boa história. Movidas pelo entusiasmo, as pessoas passaram o acontecido adiante e era impossível que alguém, principalmente em Nova York, não soubesse que agora a Virgin era um player em telefonia celular.
Em apresentação recente em São Paulo para o HSM, Philip Kotler dedicou alguns minutos ao assunto. "Quanto maior a satisfação da comunidade de seus fãs, maior é a possibilidade de sua publicidade boca-a-boca provocar reações em cadeia. A prova mais clara de que sua marca tem atrativos é quando os clientes arriscam a própria reputação para recomendar a sua marca", disse. Fred Reichheld, especialista internacional em lealdade, diz que o fato de alguém recomendar uma marca a um amigo é a medida mais confiável do valor dessa marca. O chamado net promoter score (o número de pessoas dispostas a recomendar uma marca menos aqueles que não se dispõem a fazê-lo) constitui uma maneira precisa de prever as perspectivas de crescimento da sua empresa.
Sites se proliferam na net justamente abrindo espaço para que os consumidores falem, opinem, aconselhem outros, como o Planet Feedback; Trip Advisor; www.epinions.com; e mesmo grandes como Amazon, possuem campos específicos para armazenar a opinião dos internautas. No Brasil, o http://tadificil.wordpress.com/, é a mais recente febre.
David Balter fundou a BzzAgent.com, que contrata adolescentes, idosos e outros grupos como agentes da empresa, mas só aceita fazer buzz de produtos de qualidade. Ele acredita no boca-a-boca honesto - nada de dissimulação. Cada agente recebe uma lista das campanhas e escolhem aquela com a qual se sentem mais à vontade; recebem o produto e uma série de dicas sobre como usar o boca-a-boca se gostarem do produto e quiserem falar a respeito. Depois preparam um relatório sobre cada vez em que mencionaram o produto. Recebem pontos por isso, que são convertidos em recompensas.
Um adendo: eles devem relatar tanto os aspectos negativos como os positivos do produto - daí a necessidade do produto ser realmente bom. Balter, autor de Grapevine - The New Art of Word-of-Mouth Marketing, já possui sete exércitos com cerca de mil membros cada. A propósito, ele próprio virou alvo do boca-a-boca na net. Seu livro, anunciado na Amazon, possui 63 comentários de leitores - a maioria, favorável.
Fonte: Consumidor Moderno www.consumidormoderno.com.br
Nosso Olhar:
A matéria acima apresenta sites especializados em registrar opinião dos clientes a respeitos dos seus produtos. Esses sites abrem espaço para que os consumidores falem, opinem, aconselhem outros possíveis clientes e fomentam principalmente o conceito de buzz marketing.
Como sabemos, esse tipo de publicidade pode trazer benefícios – e malefícios - pois são ploriferados com rapidez no mundo virtual.
Esses sites tornaram-se um poderosa ferramenta de marketing para nós, profissionais de marketing, pois nos auxiliam na análise do comportamento do consumidor com relação aos produtos.
Dica:
Recomendamos o blog http://tadificil.wordpress.com/. Esse blog expõe dificuldade dos usuários e apresenta o conceito da usabilidade (facilidade de achar e usar um produto).
sábado, 15 de setembro de 2007
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5 comentários:
Meninas primeiro Parabens pelo blog de vcs!
Adorei sobre a materia de buzz marketing. Nunca tinha ouvido falar e agora estou mais atualizada... e realmente essa ferramenta pode ser otima... mas tbem ruim em alguns casos. Mas o importante eh sempre tentar melhorar e evoluir ainda mais a internet nos dias de hj. Para nos profissionais de marketing essa ferramenta eh mto poderosa, para tentar entedner o que se passa na cabeca do consumidor em relacao aos produtos e servicos oferecidos pela empresa.
um bjo
Mari (Katia)
Super interessante essa matéria. Bom se imaginarmos que nos processos normais, se uma pessoa falar bem do seu produto, ela passa isso pra 5 pessoas, imagine utilizando a internet? Praticamente se torna uma conta logarítima.
Meninas,
Sempre que tenho dúvida de comprar algo, vou direto aos foruns e blogs com comentários sobre o produto que desejo comprar, confesso que me influencia e muito. É exatamente o que vcs comentaram, é um ferramenta ótima, mas pode tbm pesar para o outro lado.
Um beijo e boa sorte para todas!!!
Marianne*
Olá meninas!!
Gostei da matéria, aliás o buzz marketing é uma tendência muito forte hoje.
Para quem não conhece e gostaria de conhecer um pouco mais, recomendo lerem:
"Buzz Marketing" do Georges Chetochine.
A leitura é uma verdadeira viagem, além de abordar o tema de forma clara e "ilustrativa", utilizando exemplos práticos e cases.
Boa leitura!
Um beijo.
Meninas,
adorei essa materia, não imaginei que existisse um Marketing voltado para FeedBack e boca-a-boca.
isso mostra o interesse das empresas em buscar atingir sempre as ecpectativas de seus consumidores, e nós ganhamos duas vezes, uma como profissional de mkt e a outra como consumidores.
bjs
Jana
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